3.12.08
ballet

É do trono que procedem todas as coisas de Deus. O trono é o centro do universo. É do trono que Deus governa e age. Aqueles que viram o trono foram transformados.
§ Daniel ficou alarmado e enfermo. (Dn 7.15,16).
§ Isaías percebeu o próprio pecado. (Is 6.5).
§ Ezequiel ficou estatelado e caiu por terra. (Ez 1.26-28).
O trono desmonta as estruturas da vida humana. Ninguém brinca com Deus depois de ver o trono. Desde os dias de Davi se pergunta: “Quem subirá ao monte do Senhor?” (Sl 24.3-6).
Podemos ver no Apocalipse pelo menos três categorias de seres que habitam diante do trono de Deus: os anjos, os seres viventes e os 24 anciãos. Creio que estudar suas características nos ajuda a perceber como podemos viver também diante do trono.
1. Como comparar os anjos com homens?
Alguém talvez ache difícil entender a relação entre os anjos e os homens. Homens e anjos se misturam e se confundem na Bíblia.
· Abraão não sabia se o visitante era anjo. Lá os anjos comem como gente (Gn 18.1-8).
· Eles se assemelhavam a assaltantes noturnos. (Gn 32.22-32).
· Josué perguntou aos anjos se eles estavam a seu favor ou contra. (Js 5.13).
· Podemos hospedar anjos sem saber (Hb 13.2).
· Homem e anjo têm a mesma medida (Ap 21.17).
2. Os anjos
Em Apocalipse 2 e 3 o anjo da igreja pode também ser o líder ou o pastor. Contudo, essa informação não fica clara, por isso podemos fazer aplicações usando anjos como exemplo.
Os anjos são criaturas que vivem diante do trono, por isso eles são uma ilustração para aqueles que desejam entender como é a vida diante do trono de Deus.
Vamos ver o trabalho dos anjos em Apocalipse e ver como se relacionam conosco.
a. São mensageiros à igreja e às nações (1.1; 14.6)
Os anjos não pregam o evangelho, mas têm um papel vital na evangelização do mundo. Compare com 1Pe 1.12 onde se diz que nós também somos mensageiros.
b. São testemunhas (3.5)
Nós também fomos feitos testemunhas de Deus.
c. Eles seguram as forças que destroem a terra (7.1)
Isso certamente se relaciona com o poder da intercessão dos santos.
d. Eles são seladores de homens (7.3)
Isso tem a ver com o batismo e com a confirmação na fé.
e. Eles anunciam os juízos de Deus (8.2; 14.1-13; 16.1-21)
Isso se relaciona com a nossa missão profética.
f. Eles declaram os oráculos e mistérios de Deus (10.1-14)
Isso tem a ver com o ensino da Palavra de Deus.
g. Eles são guerreiros das batalhas espirituais (12.7)
Nós também confrontamos o mundo espiritual através da oração intercessória.
h. Eles guardam as portas da cidade santa (21.12)
Isso tem a ver com o pastoreio e o guardar o rebanho de Deus. O ministério dos anjos é um modelo indispensável para aqueles que querem viver na presença de Deus segundo a sua vontade.
3. Os seres viventes
A grande característica dos seres viventes é o trabalho sacerdotal. A razão de existir deles é Deus, o culto e o trono.
Uma conseqüência inevitável da revelação do trono é o sacerdócio e a adoração a Deus. Quando vemos o trono nos tornamos contemplativos, meditativos e contritos para ministrar a Deus.
a. São cheios de olhos
Uma coisa marcante nesses seres é a quantidade de olhos: olhos por diante, por detrás, ao redor e para dentro. Os olhos são a porta da alma.
· Ter olhos é não ser alienado ou enclausurado.
· Ter olhos é ter visão espiritual.
· Ter olhos é não ter uma fé cega.
· Ter olhos é não ter uma teologia só, por exemplo: só prosperidade, só quebra de maldição etc.
Eles possuem olhos em todos os lados. Isso nos mostra a visão em quatro dimensões (vv. 6;8):
· Ver para frente — é a visão da realidade em volta, do futuro.
· Ver para trás — vê o inimigo, vê o passado, avalia o que fez.
· Ver ao redor — lê o jornal, vê a sociedade.
· Ver para dentro — vê a alma nua.
b. A aparência dos seres viventes
Os seres viventes podem representar toda a criação de Deus. Gênesis menciona seis categorias de seres (Gn 1.20-28) e aqui só faltaram os répteis e os peixes. A cabeça dos répteis é a serpente e ela é o símbolo do inimigo de Deus. Os peixes deixarão de existir, pois o mar não existirá (Ap 21.1). O número quatro simboliza a criação. Os seres viventes também são um símbolo de uma espiritualidade integral.
· O leão — a força.
· O novilho — o sacrifício.
· O homem — a inteligência.
· A águia — a objetividade.
c. A adoração dos seres viventes
Eles falam da santidade de Deus incansavelmente. Os que vivem diante do trono têm que viver em santidade. A menção de “santo” três vezes e três tempos verbais apontam para a triunidade de Deus. O louvor deles difere do louvor dos 24 anciãos.
· Seres viventes — Glória, honra e ações de graças
· 24 anciãos — Glória, honra e poder.
Os três tempos verbais indicam a imutabilidade de Deus, o eterno Eu sou. Pode ainda apontar para o que há de vir. A dimensão da volta de Jesus tem que ser viva em nós. Nós temos que amar a vinda do Senhor (2Tm 4.8).
4. Os 24 anciãos
Esses seres são governantes do universo. As autoridades submissas ao trono. Num sentido amplo eles tipificam a todos os que exercem autoridade.
· São vestidos de branco — justiça e verdade.
Não é possível exercer a autoridade de Deus e representá-lo sem verdade e justiça.
· Eles depositam as coroas diante do trono.
Reconhecimento de Deus como fonte de poder e autoridade. Além disso, eles se prostram cada vez que os seres viventes dão glória a Deus. Só fica de pé diante do trono aquele que está prostrado em rendição.
· Eles têm uma harpa e taças cheias do incenso que são as orações dos santos (4.8).
~ por André da Luciana Rebouças em Julho 29, 2008.
Muitas situações vêem sobre nós e é fundamental sabermos como responder no meio de cada uma delas. Se estamos sendo tratados por Deus e atribuímos aquilo ao diabo nunca damos a resposta que Deus deseja.
O inverso naturalmente também pode acontecer. Muitos vêem o diabo em todas as circunstâncias, mas é certo que na maioria das vezes é a mão de Deus que arranja as circunstâncias ao nosso derredor.
1. Provação
A primeira forma como a provação se manifesta é através e perseguições.
As provações vêem para que a Palavra e a vida de Deus possam ser checados e confirmados em nós.
Depois de ouvir uma palavra sobre paciência, por exemplo, Deus permitirá circunstâncias para que a nossa paciência seja testada.
Às vezes oramos por algo, mas Deus vai nos testar para ver se realmente desejamos aquilo ou para que as verdadeiras motivações se manifestem.
É fato que depois de pregar, ensinar ou aconselhar seremos checados por Deus para vermos as realidades de nossas palavras.
A segunda forma como as provações se manifestam é através das pressões.
O fogo é necessário para remover as impurezas. Assim as provações são uma forma de mostrar a nossa realidade.
Tiago diz para que nos alegremos no meio da provação porque o alvo de Deus é nos enriquecer quando aprovados.
Tg 1:2-3.
José foi provado para estar apto para o trono.
Moisés ficou 30 anos sendo provado no deserto para depois liderar o povo de Deus.
Davi foi perseguido por 13 anos até começar a reinar.
Uma outra forma como Deus nos prova é nos levando a passar por tempos de sequidão. Tempos de seca são importantes para nós.
Para aprendermos a andar por fé.
Para não dependermos da força humana.
Para não dependermos das emoções.
Para não dependermos da empolgação da vontade.
Para saber o que vai no coração (Dt 8:2).
Dt 8.2
Como responder
A maneira de respondermos a Deus no meio da provação é mantendo uma atitude de fé, fazendo a vontade de Deus e procurando enxergar o propósito de Deus no meio das circunstâncias.
"fonte :site videira…."
O óleo nos limpa
A segunda utilidade do azeite nos dias antigos estava na feitura de sabão. A unção do azeite também tem a função de limpar e purificar as nossas vidas. Quando digo purificar, não me refiro propriamente à purificação do pecado, mas à purificação da sujeira do mundo. A morte do mundo nos contamina e nos faz ficar insensíveis a Deus. A unção, então, nos purifica da poeira da carne que nos contamina. Todos nós testificamos que, quando estamos na comunhão dos irmãos, nossos pés são lavados da poeira do mundo.
c. O óleo é combustível
As lamparinas do mundo bíblico eram mantidas acesas usando o azeite como combustível. No mesmo princípio, nossa luz somente pode brilhar diante do mundo se houver o azeite do céu em combustão dentro do espírito. E esse azeite vem sobre nós na comunhão dos irmãos. Cada vez que nos reunimos, devemos esperar uma medida do combustível celestial sobre nós.
d. O óleo é para uso sacerdotal
O azeite também era usado pelo sacerdote para ungir e consagrar pessoas e coisas a Deus, como também era usado pelo médico como remédio. A unção é também para consagração. O propósito de Deus somente pode ser cumprido por meio da unção. O suprimento de Deus para nossas vidas vem somente pela unção e todo jugo do pecado pode ser quebrado e destruído pelo poder da unção. Quando estamos em comunhão, os jugos do pecado e do diabo são quebrados e experimentamos o refrigério de Deus.
e. O óleo cura
Um aspecto importante da unção está em Tiago 5.14, em que o autor nos manda ungir os enfermos para serem curados. Há cura disponível para o povo de Deus na comunhão dos irmãos. O óleo da cura é liberado quando estamos juntos e ministramos uns aos outros. Sabemos que o óleo do Espírito é o suprimento completo de Deus, mas ele é liberado quando os irmãos vivem unidos em comunhão.
A comunhão é algo realmente poderoso. Paulo chega a dizer que a Igreja de Corinto estava doente porque seus membros não entendiam a comunhão:
Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. (1Co 11.29,30)
Se a falta de comunhão traz doenças, sabemos que a comunhão produz tudo o que já mencionamos: alimento, purificação, combustível, libertação e, principalmente, cura.
3. A comunhão é restauradora
É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre. (Sl 133.3)
No verso três, lemos que a comunhão “é como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião”. O orvalho é símbolo da presença restauradora de Deus. Em Oséias 14.5, lemos que o Senhor mesmo será como um orvalho para Israel. O orvalho nos fala de refrigério e frescor. De uma forma discreta, ele cai silenciosamente durante a noite, mas faz regar toda a terra.
Em Êxodo 16.13, notamos que o maná caía com o orvalho. Se o compararmos com o Salmo 133, notaremos que o orvalho é a graça de Deus sobre nós. Em Lamentações 3.22,23, lemos que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã. Isso também nos lembra do orvalho. É na comunhão dos irmãos que experimentamos a graça e o amor de Deus como o orvalho sobre nós.
4. A comunhão traz a bênção e a vida
Finalmente o salmista diz: “Ali, ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre” (Sl 133.3b).
Um aspecto vital da bênção de Deus é que ela libera vida, a igreja cresce e as células se multiplicam. Uma igreja abençoada certamente é uma igreja que cresce. Eu sei que é um paradoxo: estamos jejuando pela comunhão e unidade para que venha a multiplicação.
Onde há união, ali Deus ordena a Sua bênção e a vida para sempre. Deus já tem ordenado a vida entre nós, basta que sustentemos a unidade da comunhão entre os irmãos.
"fonte: site videira"